Manifestação pela habitação em Faro
Tal como noutras manifestações, são muitos os jovens que marcam presença e expõe as dificuldades que enfrentam para encontrar habitação ou sair de casa dos pais.
Manifestantes começam a montar tendas no Rossio
Começa o protesto em solidariedade com acampada do Porto
No Rossio, em Lisboa, o protesto em solidariedade com a acampada do Porto teve início pelas 17h00. Há manifestantes da capital do país, mas também de outros pontos do país.
CGTP saúda protestos pela habitação e convoca novas manifestações
Livre critica opções do Governo sobre o arrendamento
CGTP solidária com movimento dos acampados
Paulo Raimundo na manifestação em Lisboa
"O primeiro-ministro talvez tenha de refletir melhor cada vez que fala", apontou o líder comunista.
Líder da IL exorta Governo a disponibilizar imóveis devolutos para arrendamento
A líder da Iniciativa Liberal, que se deslocou este sábado ao concelho de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, onde visitou uma empresa de produção de sementes biológicas, deu como exemplo Castelo Branco: "Temos mais de 100 imóveis devolutos, fechados, que podiam ser disponibilizados para arrendamento acessível".
"Todos sabemos que os salários são baixos e as rendas estão elevadíssimas. O governo tem de garantir que os imóveis devolutos do Estado têm de estar à disposição das pessoas. Estamos a falar de Castelo Branco. Agora imaginem pelo resto do país. Estes imóveis têm de estar à disposição das pessoas. Isso tem de ser feito e já", enfatizou.
Mariana Leitão desafiou ainda os partidos de esquerda a apresentarem propostas para resolver o problema, "mas propostas que resultem".
"Apresentem propostas que funcionem e não propostas que já são conhecidas e que já tivemos exemplos noutros países que não funcionam. Pelo contrário, agravam o problema da habitação".
Movimento diz que última semana no Porto foi o "despertar de um povo"
A porta-voz do movimento pela habitação Cristiana Leal classificou a última semana de protestos, no Porto, como o "despertar de um povo", agradecendo as palmas recebidas à chegada hoje à Praça D. João I, integrados na manifestação da CGTP.
"Esta última semana foi uma vitória e foi o despertar de um povo. Nós, numa semana, conseguimos mobilizar todas estas pessoas, conseguimos que outras cidades se mobilizassem para se juntar a nós e conseguimos manter-nos durante uma semana e vai continuar o movimento de pessoas que querem mudar as coisas e que estão a trazer cada vez mais pessoas", disse, no balanço na participação na manifestação da central sindical que reuniu milhares de pessoas.
Com partida na Praça da Batalha e fim na Praça D. João I, centro dos protestos do movimento na última semana, a marcha contou com a participação de cerca de uma centena de pessoas do movimento, que foram recebidas com palmas à chegada ao local da concentração.
"Fomos recebidos com todo o carinho, as pessoas sabem que nós estamos a lutar pelo mesmo que elas, estamos todos a lutar pelo mesmo e é só isso que importa", afirmou Cristiana Leal, uma das vítimas da carga policial na madrugada de quinta-feira que acabou com a acampada do movimento.
Questionada se não receava, pela participação na marcha nacional organizada pela CGTP, que o movimento seja associado a outras causas, a porta-voz respondeu que se as causas forem "a melhoria das condições de vida e o aumento dos salários", não se importa de ficar associada.
"Nós somos um movimento apartidário, mas os partidos são formados por pessoas e essas pessoas estão connosco e estão com o nosso movimento", acrescentou.
Cristiana Leal aproveitou a conversa com a comunicação para apelar à presença na assembleia popular agendada para as 19:00 de hoje, na Praça D. João I, garantindo que, depois do dia 20, data até quando têm autorização da câmara para manifestar-se naquela praça, "o movimento não vai parar, seja o que for que saia daqui, este movimento começou e não vai parar, porque as condições de vida são as que são, ainda não mudaram e enquanto elas não mudarem o movimento não para".
Sobre as mobilizações previstas para hoje noutras cidades com a mesma reivindicação sobre o direito à habitação, a porta-voz disse saber que na "Madeira estava bastante bom" e que em Lisboa "está a ser feita uma grande mobilização, quer para a manifestação, quer para a acampada a seguir".
"Em Faro também está a haver muita mobilização e eu acredito que vão ser grandes manifestações, porque embora o nosso presidente da Câmara [do Porto] nos tenha agredido e atacado, isto não é uma luta só do Porto, isto é uma luta do país inteiro", disse.
Apesar de terem participado na manifestação, os membros do movimento não foram autorizados a discursar, uma situação que a porta-voz minimizou.
A resposta, todavia, aconteceu assim que acabaram de entoar o hino nacional, com os jovens do movimento a gritar "Pedro Duarte, demissão".
Concentração na Praça D. João I
Está nas ruas a manifestação nacional da CGTP
Milhares de pessoas exigem o direito à habitação e é denunciado o aumento brutal do custo de vida.
Vídeo mostra momentos que antecederam carga policial no Porto
A RTP teve acesso a um vídeo, de quase 13 minutos e sem qualquer tipo de edição, gravado na madrugada da carga policial no Porto.
Sétima noite de protesto no Porto desmobilizou sem incidentes
A sétima noite de protesto, no Porto, decorreu sem qualquer incidente.
Organização do protesto no Porto demarca-se de discurso violento
Uma reação ao vídeo divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro, que mostra um manifestante a apelar a um ataque, com um tijolo, à casa de Luís Montenegro.
Cerca de 60 pessoas manifestaram-se no Funchal contra aumento do custo de vida
Cerca de 60 pessoas participaram hoje, no Funchal, numa manifestação contra o aumento do custo de vida, exigindo a subida dos salários e a melhoria das condições laborais para todos os trabalhadores.
A iniciativa foi promovida pela CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses --- Intersindical Nacional), estando previstas manifestações em várias regiões do país.
No Funchal, a adesão foi sobretudo de sindicalistas e dirigentes sindicais associados à CGTP, tendo os manifestantes percorrido algumas das principais artérias da capital madeirense.
Em declarações aos jornalistas, o coordenador da União de Sindicatos da Madeira (USAM), Alexandre Fernandes, salientou que o que está em causa são, sobretudo, "as dificuldades que os trabalhadores enfrentam com o aumento do custo de vida", nomeadamente na habitação, alimentação e nos combustíveis.
"Os trabalhadores estão hoje num impasse, sobra mais mês ao fim do salário, as perspetivas dos aumentos do salários naturalmente são insuficientes para fazer face a toda esta questão", declarou.
Questionado sobre a possibilidade de ser marcada uma greve geral, Alexandre Fernandes disse que, para já, não está prevista, mas se houver motivos para isso poderá a acontecer.
O sindicalista referiu ainda que a CGTP vai promover "uma grande jornada de luta junto à Assembleia de República, no dia 24 de novembro, após a discussão na especialidade do Orçamento do Estado".
Sobre o facto de a adesão à manifestação partir sobretudo de sindicatos, Alexandre Fernandes disse que "é algo que não é novo", considerando que "é uma característica do povo ilhéu".
"De facto não se mobilizam para estas questões, preferem mobilizar-se para outras, mas enquanto nós acreditarmos, está no nosso ADN a defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores, e nós aqui estaremos, enquanto houver forças para o fazer", reforçou.
Durante o percurso, os manifestantes gritaram palavras de ordem, como "o custo de vida aumenta, o povo não aguenta" e exibiram faixas com reivindicações relacionadas com o aumento dos salários e as 35 horas de trabalho semanais para todos.
Jovens do movimento recebidos com palmas em desfile de milhares da CGTP
Vários milhares de pessoas, entre elas cerca de 100 jovens do movimento pela habitação, recebidos com palmas à chegada à Praça D. João I, participaram no desfile organizado pela CGTP no Porto.
Sob o lema "Mais salário, melhores pensões e serviços públicos -- Contra o aumento do custo de vida -- Novo rumo para Portugal" a manifestação nacional teve uma forte adesão no Porto, levando milhares de pessoas às ruas, enchendo a Rua de Santa Catarina, desde a Praça da Batalha, até ao cruzamento com a Rua Fernandes Tomás, rumo à praça que tem centrado as atenções na última semana.
Inseridos na segunda metade do desfile, empunhando cartazes e segurando a tenda que tem sido o lema da sua luta, os cerca de 100 jovens do movimento pela habitação entraram na Praça D. João I cerca das 11:48, quando já decorriam as intervenções agendadas pela central sindical, tendo sido recebidos com palmas.
Fruto da adesão verificada, a praça acabou por ser pequena, com as pessoas a serem obrigadas a situar-se nos passeios anexos para assistirem aos discursos.
A "simpatia do povo" para com o movimento, testemunhou a Lusa, foi descrita por um guia-intérprete, na Praça da Batalha, a um grupo de turistas que perguntaram o que se estava a passar e porque havia ali tanta gente.
Na conversa, em inglês, com os turistas, o guia fez uma breve descrição da intervenção policial na madrugada de quinta-feira que causou 39 feridos, quando os jovens dormiam em tendas e sem que nunca tenham causado distúrbios.
Na noite de quinta-feira, a partir das 19:00, cerca de três mil pessoas concentraram-se para manifestar pelo direito à habitação, na sequência de uma acampada que começou no sábado e teve intervenção de limpeza municipal na segunda-feira, primeiro, e uma carga policial na madrugada de quinta-feira, depois, da qual resultaram quatro dezenas de feridos, com a organização a garantir ter sido sempre pacífica e a PSP a defender que houve "resistência".
Manifestantes nas ruas de Porto e Coimbra. Protesto em Lisboa previsto para a tarde
No Porto, o protesto começou já perto das 11h00 na Praça da Batalha, seguindo até à Praça D. João I, onde há uma semana decorrem protestos pelo direito à habitação.
À mesma hora começou a manifestação em Coimbra e, pelas 14h30, arranca a marcha em Lisboa, do Cais do Sodré ao Rossio.
"Nova lei das rendas transformou-se num rastilho social"
Em dia de protestos pelo direito à habitação e contra o agravamento do custo de vida, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, reiterou as críticas à lei das rendas "apresentada pela AD e com o apoio do Chega e da Iniciativa Liberal".
Foto: José Pinto Dias - RTP
"Nós próprios apresentámos uma solução, que é uma lei que permite dinamizar o mercado de arrendamento, proteger os proprietários e proteger os inquilinos. O Governo e o primeiro-ministro não aceitaram a proposta do PS, mas como se vê o PS tinha toda a razão", insistiu Carneiro.
Questionado sobre o vídeo divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro, com um manifestante a fazer ameaças à casa de Luís Montenegro, José Luís Carneiro sublinhou que "o direito à manifestação tem de respeitar a ordem, a tranquilidade e a segurança pública".
"Foi aberto um inquérito por parte da IGAI, é preciso aguardar pelas conclusões do inquérito. Eu também recomendo ao primeiro-ministro que procure acompanhar mais de perto o que dizem os serviços de informações e o Sistema de Segurança Interna", retorquiu.
Protesto convocado pela CGTP sai à rua
Luísa Silva, coordenador da União de Sindicatos de Coimbra, estima estarem presentes mais de um milhar de manifestantes: "É uma boa resposta ao Governo face às políticas apresentadas".
Protesto a arrancar para a Praça D. João I
"Sem dúvida, hoje será um dia de luta no nosso país", estimou.
Erradicação da Pobreza. Seguro defende que "ninguém deve viver" sem casa
A mensagem é deixada no portal da Presidência da República por ocasião do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.
O presidente da República sustentou este sábado que a pobreza "não pode ser encarada como inevitável" e que, em democracia, "ninguém deve viver" sem acesso à habitação, saúde ou trabalho digno. António José Seguro apelou a um "compromisso para que ninguém fique excluído".
Segundo Seguro, a pobreza "não é apenas uma condição económica", mas "também uma limitação à liberdade, à dignidade e às oportunidades de cada pessoa".
"Numa sociedade democrática, ninguém deve viver sem condições para satisfazer as suas necessidades essenciais, sem acesso à habitação, à saúde, à educação ou a um trabalho digno. A pobreza não pode ser encarada como inevitável", propugna o chefe de Estado na mensagem.Também no dia de protestos pelo direito à habitação e o agravamento do custo de vida em diferentes cidades do país, Belém assinala que 1,66 milhões de pessoas estão em risco de pobreza em Portugal.
"Embora, pela primeira vez desde 2015, o número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social tenha descido abaixo dos dois milhões, estes números devem continuar a interpelar-nos. Mais do que números, falamos de pessoas", lê-se no texto.
Em causa, escreve o presidente, estão "crianças que ainda não tiveram oportunidade de escolher o que querem ser", "jovens que não conseguem projetar o seu futuro", "idosos que contribuíram toda a sua vida e que merecem viver a sua longevidade com dignidade" e "pessoas que trabalham e que, ainda assim, vivem na pobreza".
"Criar riqueza e proteger quem mais precisa são duas faces da mesma moeda. Uma sociedade justa exige o compromisso de todos para que ninguém fique excluído", completa.
Manifestantes começam a concentrar-se
Sucederam-se as palavras de solidariedade para com os jovens que têm mantido a vaga de protestos na Praça D. João I.
A presença policial era visível.
Porta a Porta considera declarações de Montenegro "anedóticas"
Em entrevista à RTP Notícias, Raquel Ferreira, do movimento Porta a Porta, afirmou que as declarações do primeiro-ministro sobre as ameaças, por parte de um manifestante, captadas em vídeo visaram "generalizar".
"Mas também consideramos anedótico que, perante a situação que vivemos no nosso país e tendo o primeiro-ministro, como sabemos e é público, 55 imóveis, esteja preocupado com uma declaração em que um manifestante apela a que se arremesse um tijolo a uma casa. Nós questionamos: qual delas", prosseguiu Raquel Ferreira.
"Hoje vamos voltar a sair à rua, sendo que é uma manifestação organizada pela CGTP e na qual vamos participar, mas temos também outras ações convocadas e que culminarão no dia 14 de novembro com manifestações por todo o país organizadas pela plataforma Casa para Viver".
"Já foi visto que a pressão que é feita nas ruas funciona e não pode ser menosprezada, como querem dar a entender. O grande exemplo disso foi o chumbo do pacote laboral", fez notar.
Porto, Coimbra e Lisboa. Cidades na rota de manifestação nacional
- Estão convocadas concentrações e marchas, durante a manhã, no Porto e em Coimbra. O protesto estende-se a várias cidades e à tarde concentra-se em Lisboa;
- No Porto, o protesto tem início na Praça da Batalha e segue até à Praça D. João I, onde há já uma semana decorrem protestos pelo direito à habitação. Na última madrugada, os manifestantes decidiram não passar a noite no local, alegando falta de condições, mas regressam este sábado;
- Sob o mote "Mais salário, melhores pensões e serviços públicos | Contra o aumento do custo de vida | Novo rumo para Portugal!", foram então convocadas pela CGTP manifestações, a partir das 10h30, para o Porto e em Coimbra. Em Lisboa, a Intersindical promove uma manifestação à tarde, a partir das 14h30, com início no Cais do Sodré e término no Rossio;
- Ouvido pela agência Lusa, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que as manifestações visam que cada pessoa que "sente as dificuldades do dia-a-dia", perante o "brutal aumento" dos preços da habitação, dos combustíveis e do cabaz alimentar, e que "sente os serviços públicos a desagradarem-se", se faça "ouvir" e tenha "a oportunidade de lutar contra a política em curso";
- Em Lisboa são esperadas milhares de pessoas. O presidente da Câmara da capital, Carlos Moedas, fala de uma causa justa, mas deixa avisa que os protestos devem decorrer dentro da lei;
- O primeiro-ministro, Luís Montenegro, negou na sexta-feira ter acusado os manifestantes do Porto de egoísmo e queixou-se de ameaças, referindo-se a um vídeo onde se apela a um ataque à sua casa. O Movimento pela Habitação veio já distanciar-se das ameaças, apelando à serenidade e a que os protestos sejam levados a cabo de forma pacífica;
- A Inspeção-Geral da Administração Interna abriu entretanto um processo de averiguações sobre a carga policial da última semana na Praça D. joão I, no Porto. A RTP apurou que a PSP identificou sete pessoas;
- O líder do Chega, André Ventura, defendeu a atuação da polícia, afirmando que haveria presumíveis inflitrações extremistas na manifestação do Porto. Por sua vez, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, apelou aos manifestantes para que expressem a insatisfação com respeito pelas regras democráticas;
- Em entrevista à RTP Notícias, a presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, exigiu o apuramento de responsabilidades pela carga policial no Porto. Voltou ainda a associar PCP e Bloco de Esquerda à crise na habitação e alertou para o risco de as manifestações se agravarem, como aconteceu em França ou na Albânia.
Montenegro preocupado após ameaças de um manifestante contra a sua casa
O primeiro-ministro nega ter usado a palavra egoismo para acusar os manifestantes do Porto que reclamam o direito a habitação. Luís Montenegro diz que estava a dirigir-se aos partidos, movimentos associativos e organizações. Garante que ficou ainda mais preocupado depois de ter visto intervenções nos protestos com manifestantes a ameaçar explicitamente a sua própria casa.
Em conferência de imprensa no final da cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas, Luís Montenegro releu as declarações que fez na quinta-feira de manhã para concluir que, "em momento algum, disse que havia egoísmo dos manifestantes".
"Eu dirigi-me a partidos políticos, a movimentos associativos e organizações no desenvolvimento da sua ação, dessas organizações. Para que fique muito claro, para que se não confunda a opinião pública", afirmou.
Esta quinta-feira de manhã, Luís Montenegro tinha dito que esperava que "os partidos políticos, movimentos associativos, organizações portuguesas, não caiam na tentação, por razões meramente egoísticas da sua própria ação, de importarem para Portugal climas de instabilidade, de contestação, que não tenham de facto respaldo na sociedade portuguesa".
"E a manifestação que está a falar é elucidativa sobre isso", tinha acrescentado na altura.
Hoje, perante os jornalistas, Montenegro disse ainda ter visto um filme, que considerou preocupante, "de uma das passagens das intervenções feitas nessas manifestações", onde "se faz um apelo direto à violência, à importação de conflitualidade (...) que tem ocorrido noutros países".
"Onde até se ameaça diretamente a casa de habitação do primeiro-ministro e da sua família", afirmou.
Pouco depois, o gabinete do primeiro-ministro divulgou à imprensa o vídeo a que se referia Luís Montenegro, no qual se vê uma pessoa a afirmar numa manifestação, perante dezenas de pessoas, que é "preciso descobrir o endereço da casa do primeiro-ministro e jogar um tijolo".
"Acabou essa porra de ser pacífico. É para queimar alguma coisa, sim", afirma esse manifestante.
Ventura e Carneiro em rota de colisão após protestos no Porto
O protesto contra a crise na habitação e a carga policial sobre os manifestantes, no Porto, divide opiniões entre as forças políticas. André Ventura defende a atuação das autoridades e José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, apelou à livre expressão da população, com respeito pelas regras democráticas.
Mariana Leitão diz que PCP e BE são responsáveis pela degradação do mercado de habitação
Depois de ter acusado o PCP e o BE de instigaram a escalada dos protestos pela habitação no Porto, Mariana Leitão afirma que os mesmos partidos são "responsáveis por vários anos de políticas que acabaram por contribuir para uma degradação do mercado de habitação".
A presidente da Iniciativa Liberal entende que a manifestação é legítima e pede conclusões rápidas da investigação sobre a atuação da polícia na manifestação, defendendo que a atuação das autoridades deve respeitar o princípio da proporcionalidade.
Mariana Leitão defende que “é preciso começar a falar de soluções” e apresenta algumas propostas, desde logo uma parceria entre Estado e privados de forma a haver arrendamento acessível.
Para além disso, a presidente da IL defende que “é preciso construir mais” habitações, afirmando que a oferta não é suficiente para a procura.
Mariana Leitão sugere ainda que sejam dados incentivos para a construção e implementados mecanismos “para restituir confiança no mercado de arrendamento”, dando o exemplo do descongelamento das rendas.
Questionada sobre as recentes declarações de Pedro Passos Coelho, que defende um acordo entre o PSD, o Chega e a IL, Mariana Leitão diz que o partido de André Ventura “não é um partido confiável” e entende que “a única solução política é a IL”.
Manifestações no Porto. Oposição critica resposta da polícia e do Governo
O Governo diz que não vai ceder aos gritos nas ruas e que o problema da habitação não se resolve com bandeiras da Palestina. Palavras do ministro dos Assuntos Parlamentares, num debate sobre o aumento do custo de vida, onde a esquerda condenou a resposta à manifestação no Porto.
O debate era sobre o agravamento do custo de vida, a pedido do PCP. Passou pela resposta à manifestação no Porto, do primeiro-ministro e da polícia.
Manifestação pelo direito à habitação. Moedas pede cumprimento da lei
Lisboa está este sábado na rota dos protestos pelo direito à habitação e contra o agravamento do custo de vida.
Foto: José Sena Goulão - Lusa
Autarca do Porto saúda inquérito da IGAI e apela a manifestantes para que cumpram regras
Pedro Duarte recusou explicar que tipo de material foi recolhido pelos funcionários municipais e remeteu explicações para a PSP.
O autarca defendeu ainda que o Porto deve preservar a sua tradição de tolerância e liberdade, evitando "escalar uma conflitualidade que é muito artificial".
Nova manifestação no sábado
Também um dos responsáveis pela manifestação nacional pelo direito à habitação, promovida pela plataforma Casa Para Viver, anunciou a convocação de uma nova manifestação que vai acontecer este sábado, às 10h30, na Praça de D. João I, no Porto.
Confrontos no Porto. Organização fala de infiltração de extrema-direita
A Inspeção Geral da Administração Interna abriu um processo à intervenção policial de quinta-feira no Porto. A RTP apurou, entretanto, que sete pessoas foram identificadas pela PSP já esta madrugada após novos confrontos e que houve suspeitas de infiltração de elementos da extrema-direita na manifestação.